[DICAS DE LEITURA] TODOS os vencedores do prêmio NEBULA disponíveis no Brasil.

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O Nebula Awards é um dos prêmios mais icônicos do mundo da Fantasia e Ficção Científica. Concedido pela SFWA (sigla em inglês para “Escritores de Ficção Científica e Fantasia dos Estados Unidos”), organização fundada por Damon Knight em 1965 e que desde seu início já se estabeleceu como uma das principais associações de escritores dos Estados Unidos, alcançando notoriedade principalmente devido a seus esforços para que J. R. R. Tolkien fosse de alguma forma pago pelas inúmeras cópias piratas de O Senhor dos Anéis que haviam sido comercializadas em solo americano.

O prêmio é votado pelos mais de 1900 membros da associação espalhados ao redor do mundo e entregue todos os anos desde 1966, então temos (pelo menos) 52 livros vencedores, mas vocês já se perguntaram quantos desses livros temos disponíveis aqui no Brasil? Bem, o Leitores Vigaristas responde isso para você. Os livros listados a seguir são os vencedores do prêmio de Melhor Romance e que atualmente podem ser encontrados de forma relativamente fácil em livrarias.

Disclaimer: Todos os livros foram publicados pela Editora Aleph, exceto quando indicado.

  • Duna – Frank Herbert (1966)

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Há quem diga que o Nebula já começou com o pé direito, bem a tempo de premiar uma das maiores e mais influentes ficções científicas de todos os tempos: Duna.

Se Duna fosse lançado hoje, provavelmente o blurb do livro seria “Game of Thrones encontra Star Wars, que juntos encontram O Ataque dos Vermes Malditos.”, o que seria um blurb até preciso, se fosse possível essas obras existirem sem que Duna viesse antes para influenciar diretamente todas. Intrigas políticas entre sociedades “feudais” cujo “feudo” é, na verdade, um planeta inteiro, milênios de evolução tecnológica, que inclui uma revolta armada de computadores e além disso, uma história messiânica de vingança.

Existem pouquíssimos livros que eu digo que todo mundo realmente deveria ler. Duna é um deles.

  • Flores para Algernon – Daniel Keyes (1967)

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Na segunda cerimônia de sua história, Daniel Keyes dividiu o prêmio com Samuel Delany (Babel-17, ainda inédito no Brasil, infelizmente) e seu livro Flores para Algernon, que no momento de publicação deste post se encontra em pré-venda.

Flores para Algernon conta a história de Charlie Gordon, um cidadão americano considerado “abaixo da média” (tem um emprego de zelador de uma empresa, Q.I. de apenas 68, etc.) que é selecionado para experiência que promete aumentar sua inteligência. O livro foi escrito baseado nas próprias experiências de Daniel Keyes lecionando para alunos com necessidades especiais.

  • A Mão Esquerda da Escuridão – Ursula K. Le Guin (1970)

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Cinco anos depois (sim, aqui já temos um espaço de 5 anos de livros que foram premiados e não foram publicados\estão fora de catálogo por aqui), a saudosa Ursula le Guin levava o prêmio principal pela primeira vez.

A Mão Esquerda da Escuridão, história que faz parte do “Ciclo Hainish”, uma das principais ambientações criadas por Le Guin, nos conta a história de um choque de culturas entre um emissário da Terra e o povo de Gethen. No universo criado por Le Guin, os humanos são originários de um planeta chamado Hain e, a partir de Hain, colonizaram diversos outros planetas (incluindo a Terra), até um ponto onde vários acabaram perdendo contato com Hain e se desenvolvendo de forma totalmente separada. Gethen foi fruto de um experimento do povo de Hain, que “semeou” o planeta com humanos andrógenos. Dessa forma, a cultura se desenvolveu ignorando todo o conceito de gênero. Um marco da ficção científica feminista.

  • Os Próprios Deuses – Isaac Asimov (1973)

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Em 1973 foi a vez de, pela primeira vez, um dos chamados “big three” da ficção científica anglófona levar o prêmio. O laureado foi o bioquímico Isaac Asimov.

O romance, publicado originalmente em 3 partes na revista Galaxy Magazine, que logo após sua conclusão foram reunidas em uma edição única, nos conta a história de um experimento científico realizado por seres que habitam um universo paralelo, que possui inclusive diferentes Leis da Física. Esse experimento, que envolve a troca de materia entre os dois universos (o nosso e o paralelo), pode ter consequências graves para nosso mundo. Os Próprios Deuses é um dos principais livros de “primeiro contato” e “universo paralelo” já lançados.

  • Arthur C. Clarke – Encontro com Rama (1974)

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Em 1974 foi a vez de outro dos “Big Three”, Arthur C. Clarke, levar o prêmio, e mais uma vez com um livro de Primeiro Contato (a título de curiosidade, o terceiro integrante dos Big Three, Robert A. Heinlein, apesar de ser recordista do Hugo, nunca venceu o Nebula na categoria Melhor Romance).

Encontro com Rama nos conta a história de um grupo de astrônomos/astronautas, enviados para estudar o quê, a princípio se imagina ser um asteróide, denominado Rama, porém logo se descobre que esse asteróide possui propriedades bastante “peculiares”. Encontro com Rama é um dos maiores expoentes das “ficções científicas hard” de todos os tempos.

  • Os Despossuídos – Ursula K. Le Guin (1975)

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Cinco anos após ser laureada por A Mão Esquerda da Escuridão, Ursula volta a ganhar o prêmio com outro de seus livros mais consagrados, Os Despossuídos.

Também fazendo parte do Ciclo Hainish, Os Despossuídos possui vasta influência da Guerra Fria, como a disputa entre as duas nações do planeta Urras, um dos dois mundos que são o foco da história. Urras é dividido principalmente entre duas grandes potências: Thu e A-Lo, a primeira mantendo uma economia capitalista e a segunda, um sistema autoritário que governa em nome do proletariado. O segundo mundo mostrado no romance, Anarres, é habitado por dissidentes de Urras e vive sob um sistema anarco-sindicalista. O livro alterna entre o dois planetas, bem como entre passado e futuro para nos contar sobre uma revolução e, posteriormente, uma guerra que estoura em uma área não desenvolvida de Urras. Considerado um dos mais importantes livros de “ficção científica política” de todos os tempos.

  • As Fontes do Paraíso – Arthur C. Clarke (1980)

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Em 1980, Clarke leva o prêmio pela segunda vez, agora com um romance de “super-engenharia” humana.

As Fontes do Paraíso nos leva ao país fictício de Taprobane, largamente inspirado pelo Sri Lanka, país onde Clarke viveu a segunda metade de sua vida inteira, onde uma construção de um elevador espacial, que irá possibilitar que humanos levem objetos ao espaço de forma muito mais barata do que utilizar foguetes, está em curso, porém com obstáculos: O primeiro deles, mas não o último, é que o ponto ideal para a construção dessa obra magnífica é em uma montanha que é território sagrado para monges budistas locais. Outros temas, como o clássico “primeiro contato”, também se fazem presentes na obra de Clarke.

  • Neuromancer – William Gibson (1985)

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1984 foi o ano do maior expoente do gênero Cyberpunk vir ao mundo pelas mãos de William Gibson.

Neuromancer é um dos livros mais polarizadores que já vi: dificilmente vemos pessoas dizendo “Achei um bom livro”. Em geral, parece ser ame ou odeie. Os mais críticos afirmam que o livro possui uma narrativa muito truncada e difícil de se seguir, além de afirmarem que o livro envelheceu mal e é tecnologicamente muito datado. Os mais aficcionados pela obra afirmam que a narrativa seria uma sacada genial de Gibson para transmitir o desconforto do protagonista (um viciado em drogas sofrendo com abstinência) para o leitor. A crítica adorou, foi o primeiro livro a vencer os três principais prêmios da ficção científica (Hugo, Nebula e Philip K. Dick), além de ter influenciado fortemente algumas das mentes criativas de maior sucesso da ficção científica dos anos 1990 e 2000, sendo as Irmãs Wachowski, em Matrix, o caso mais conhecido.

  • Ender’s Game: O Jogo do Exterminador – Orson Scott Card (1986)

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Em 1985 se inicia o reinado de Orson Scott Card e de sua Saga de Ender nas premiações mais importantes do gênero da ficção científica, já com o primeiro livro, Ender’s Game, publicado aqui no Brasil pela editora Devir.

Um marco da ficção científica militarista, Ender’s Game nos transporta para um futuro onde a humanidade já dominou voos interestelares e está em guerra com outras raças alienígenas. Nesse meio, vemos a ascensão de Andrew Wiggin, um jovem, que vem de uma familia cujos membros tem grande potencial de serem superdotados, dentro de uma Academia de Batalhas da “Frota Internacional”, onde ao derrotar adversário após adversário dentro de um jogo, ele pode estar fazendo muito mais do que imagina.

  • O Orador dos Mortos – Orson Scott Card (1987)

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A sequência de Ender’s Game deu continuidade ao reinado de Scott Card e fez dele o primeiro autor a vencer, em sequência, ambos Hugo e Nebula e também foi trazida ao Brasil pela Devir.

Não vou falar muito da sinopse desse livro, pois ele é uma sequência do anterior e pode conter spoilers da história, mas uma das características que me chamaram atenção pesquisando foi que esse romance se passa cerca de 3000 anos após o primeiro, o protagonista, Ender, ainda se faz presente, devido o fato de, por ser piloto interestelar, passar boa parte de seu tempo em velocidade relativística, não tendo, portanto, envelhecido nem uma fração do que “deveria” nesse intervalo.  

  • O Livro do Juízo Final – Connie Willis (1993)

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Apesar de já haver vencido o prêmio em outras categorias, principalmente “Melhor Novela” e “Melhor Noveleta” (um dia eu faço um post sobre essas categorias, mas esses vão exigir MUITA pesquisa) apenas em 1993 Connie Willis levou o prêmio de Melhor Romance, por aquele que viria a ser seu livro mais consagrado, O Livro do Juízo Final, que chegou às livrarias brasileiras em 2017 pela Suma.

O Livro do Juízo Final “inaugura” uma série da autora conhecida como “Os Historiadores Viajantes no Tempo de Oxford”, que inclui ainda dois romances e alguns contos que se utilizam todos do mesmo conceito: historiadores que viajam no tempo para observar outras eras. Se você realmente quiser ser convencido a ler O Livro do Juízo Final, vou deixar para você a resenha que a Fernanda, do The Bookworm Scientist fez do livro. Se ela não te convencer, eu não tenho a menor chance.

  • Deuses Americanos – Neil Gaiman (2003)

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Antes de mais nada, reparem que temos um período de 10 anos de livros vencendo o prêmio e que não foram publicados por aqui. Obrigado! Agora podemos falar de coisa boa: Deuses Americanos, de Neil Gaiman, já foi publicado por outras editoras, mas sua atual casa é a Intrínseca.

Outro livro que frequentemente divide opiniões e, para minha felicidade, eu caí do lado dos que amam a obra de Neil Gaiman. Mesclando diversas mitologias, a ascensão de deuses “modernos”, uma road trip, uma batalha pela devoção dos humanos, truques com moedas, uma série de textos sensacionais, críticas ao estilo de vida americano e alguns dos personagens mais curiosos e divertidos que você irá ler, Deuses Americanos é um daqueles livros que já nasceram clássicos. Diria que é um daqueles livros que todo mundo deveria ler, nem que seja pra falar que odiou (E não, Duna não está nesta mesma categoria, você não pode odiar Duna).

  • Associação Judaica de Polícia – Michael Chabon (2008)

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Durante a pesquisa para esta lista, esse foi o livro que mais me surpreendeu, porque não fazia ideia que havia sido publicado por aqui, mas a Companhia das Letras nos fez esse favor em 2009, e, apesar de não ser tão fácil de encontrar quanto os outros livros dessa lista, ainda é encontrável, principalmente se procurar em sebos.

O livro de Michael Chabon é um thriller de detetive, porém, em um ambiente de história alternativa. Durante a Segunda Guerra Mundial o governo dos Estados Unidos veio com uma ideia de abrir o Alaska para que refugiados da guerra, principalmente judeus. Em um mundo ideal, além de salvar essas vidas, o plano visava popular o Alaska, possibilitando seu desenvolvimento. Na vida real, essa ideia encontrou forte oposição, principalmente personificada na pessoa de Anthony Dimond, um deputado do estado do Alaska que foi um de seus maiores opositores (vale lembrar que a própria comunidade judaica norte-americana foi, em sua maioria, contra essa ideia, temendo que os judeus pudessem ser vistos como invasores nos EUA, bem como um ponto de entrada para ideias socialistas). Michael Chabon trabalha com a ideia de que, antes que pudesse se posicionar fortemente contra o plano, Dimond teria morrido em uma acidente de carro e que, sem sua figura, o plano teria encontrado força para ser implementado, resultando em uma grande sociedade judaica habitando o Alaska. O romance venceu tanto o Hugo quanto o Nebula.  

  • Justiça Ancilar – Ann Leckie (2014)

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Um dos caçulas publicados por aqui, Justiça Ancilar é, possivelmente o livro mais premiado da última década, tendo vencido praticamente todos os principais prêmios que disputou.

O livro de Leckie é uma space opera que se passa alguns milhares de anos à frente de nosso tempo. Nessa época, existe um império humano expansionista chamado Radch (qualquer semelhança com Reich…) que utiliza humanos controlados por grandes AIs como soldados, como uma espécie de “hive mind”. Uma das características que chama a atenção em Justiça Ancilar é a forma como o livro trabalha o gênero dos personagens. O império Radch não faz diferença alguma entre os dois gêneros, porém ao contrário d’A Mão Esquerda da Escuridão, os personagens possuem sim diferentes gêneros e isso pode, por vezes, levar o próprio leitor a ficar confuso sobre o que são os personagens e nos levar a refletir uma ou duas coisinhas.  

  • Aniquilação – Jeff VanderMeer (2015)

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Na premiação realizada em 2015 o laureado foi um dos maiores nomes de um dos gêneros mais curiosos que a ficção especulativa em geral nos proporcionou: o new weird.

New Weird é como são classificadas histórias que não se enquadram precisamente em nenhum dos gêneros consagrados, mas misturam características de diversos deles: fantasia, ficção científica, “suspense”, horror, etc. Aniquilação, publicado no Brasil pela Intrínseca, nos conta a história de um grupo de pesquisadoras que estão em uma missão de exploração na chamada “Área-X”, uma zona que “apareceu” no planeta algum tempo atrás cujo ecossistema não parece se comportar como “deveria”. Aniquilação é narrado como se fosse o diário de uma bióloga que faz parte da expedição e isso contribui magistralmente para criar um clima capaz de deixar o leitor em estado de alerta o tempo inteiro, sempre esperando “algo” acontecer.

O livro foi recentemente adaptado para o cinema, e os direitos de distribuição foram comprados pela Netflix.     

  • Enraizados – Naomi Novik (2016)

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Enraizados, publicado aqui pelo selo Fantástica Rocco, é um caso relativamente raro de livro de fantasia que levou o premio.

O livro de Novik possui vasta inspiração folclórica, com uma pegada que lembra um tanto contos de fada, porém com elementos mais adultos. A autora tem ascendência polonesa e muito disso está refletido no livro. O livro nos conta a história de um vilarejo às margens de uma floresta corrompida. Existe um feiticeiro, conhecido como “O Dragão”, que protege o vilarejo de seja lá o quê que tem nessa floresta pela “bagatela” de uma adolescente para servir em sua torre por década. Os habitantes do vilarejo inclusive educam suas filhas mais propensas a serem requisitadas pelo Dragão visando esse momento. Naomi Novik é frequentemente elogiada por sua bela escrita, que consegue ser fluida e “encantadora”, apesar de manter um ritmo relativamente lento.

  • Todos os Pássaros no Céu – Charlie Jane Anders (2017)

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“Por fim”, o vencedor de 2017, que também já saiu por aqui ano passado mesmo pela editora Morro Branco, Todos os Pássaros no Céu, da autora Charlie Jane Anders.

“Imagine um mundo onde exista magia. E nesse mundo a magia viva em harmonia com a ciência. Elas andam lado a lado, se complementam, e ao mesmo tempo são rivais. Essa é a proposta do livro “Todos Os Pássaros no Céu”, da premiada autora Charlie Jane Anders.
No livro, o leitor vai acompanhar a trajetória de Patrícia e Laurence. Desde pequenos, os dois protagonistas possuem características específicas. A menina Patrícia possui aptidão para magia, conversar com animais e defender a natureza. Em contrapartida, Laurence é uma promessa para o futuro da ciência. Mas, mesmo com dons tão especiais, a vida dos dois não será fácil. O que os torna únicos, é também a fonte de muitos problemas.”
O trecho acima é a abertura da resenha do Rogério, aqui no próprio blog.

Menções honrosas:

  • The Forever War – Joe Haldermann (1976)
  • The Claw of the Conciliator – Gene Wolfe (1982)
  • Tehanu: The Last Book of Earthsea – Ursula K. Le Guin (1992)
  • Red Mars – Kim Stanley Robinson (1994)
  • Parable of the Talents – Octavia E. Butler (2000)
  • The Stone Sky – N.K. Jemisin (2018)

 

Os livros mencionados acima que já foram anunciados, especulados, com grande possibilidade de serem publicados ou fazem parte de séries que estão atualmente sendo publicadas. The Forever War foi anunciado pela Aleph para sair ainda neste ano de 2018 (aliás, se você for um garimpeiro de sebos e estiver disposto a desembolsar um pouco mais, existe uma edição desse livro intitulada A Guerra Sem Fim, que foi publicada pela editora Landscape em 2009). The Claw of the Conciliator deverá vir na provável primeira metade do Livro do Novo Sol, que a Suma de Letras anunciou também para o segundo semestre deste ano. Tehanu faz parte do Ciclo de Terramar, que a editora Arqueiro está publicando (com dois volumes lançados até o momento). The Stone Sky é o terceiro volume da Trilogia da Terra Partida, que a editora Morro Branco começou a lançar no final do ano passado. A editora Morro Branco ainda tem em pré-venda o livro A Parábola do Semeador, cuja continuação é Parable of the Talents e provavelmente deverá vir no próximo ano. Red Mars é um livro que já foi tão especulado por aqui que me recuso a deixar de mencioná-lo, ainda mais nos tempos que vivemos, com Elon Musk louco para cavar o solo de Marte pessoalmente, apesar de não ter certeza sobre qual editora detém os direitos de publicação.

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